quarta-feira, 25 de maio de 2011

Santa ignorância.

Então com aquele ar de quem busca o infinito presente de seus desejos ele perguntou.
Ama a mim e a quem mais?


Quanta audácia.

Sempre tive por ele a mais intensa admiração.
Admiro sua beleza firme em seus belos contornos, adornos italianos.
Aprecio a sua mágica indecensia, e seu tom de deboche.
Mas acima de todas as contraditórias qualidades, sua inteligência sempre causou raro efeito.
Talvez fosse este exatamente o ponto de confronto, pois diante de tamanha sabedoria, ali estava
a pergunta mais insolente de uma mente fascinante.
Num modo mais exdruxulo. Burrice!
Porém em alto e bom tom, irei sanar a indagação de sua ingenuidade ou diria santa ignorância?

Deveras, amo a tantos outros.
Amo pela manhã, e permaneço amando ao anoitecer.
Meu amor vaga e se atreve a entrar em outros mundos.
Meu amor é a causa de tudo que tenho de melhor.
Mas aprenda e de uma vez por todas compreenda.

És único, tens meus coração por cativo, és dono supremo de meus sentimentos.
Não quero mais pertencer a nenhum outro senão você.
Mas não quero mais esperar o que não sei exatamente o que é ou onde esta.
Não aceito distâncias.

Se me desejas, me tome.
Se me queres faça jus a sua fome.
Não há meios termos.
Não há mais tempo para se esperar para viver.

Quero tudo e agora.


Capiche?

Beijos
Rê Pinheiro

sexta-feira, 6 de maio de 2011

" VOCÊ"






Distante, num tempo bem distante daqui, o vi caminhando...

Parecia sem destino, pássaro ferido, que viajava entre mundos povos e dimensões,

Somente eu conseguia vê-lo e enxergar suas asas quebradas, somente eu conseguia alcançá-lo.

Impossível?

Talvez.

Mas aconteceu.

O meu desejo de tentar desvendar seus mistérios fosse tamanho, que me permitiu de repente ver muito mais do que imagens.

Eu entrei, dentro de seus pensamentos... E, li saudades, indecisão, certezas. Traumas, dores, ousadias enfim todas as nossas tragédias e dramas subterrâneos... mas ainda tocando ao fundo uma música em sua alma, o amor seu denso amor mantinha viva a esperança no futuro.
Ouvia ele dizendo para a si mesmo com uma lágrima invisível escorrendo pelo rosto.“Sinto saudades de quando você me levava pra ver a luz”. Eu me apaixonaria por você num instante, mas prefiro continuar distante, sinto ciúmes e até uma dor por saber que outros homens podem tê-la, mas talvez nenhum deles possa fazer tão parte de ti quanto eu, que posso ouvir também seus pensamentos, apenas fechando meus olhos.
Pra estar contigo faço carinhos imaginários, te levo comigo nas noites e nos sonhos me perco.

Do alto de uma pedra eu a contemplei e uma leve brisa me tocava os cabelos, me imaginei fazendo caricias sobre o oceano, te vi entre as ruínas, seu olhar foi o elo que me despertou para o infinito, o pássaro podia novamente sentir suas asas abertas, curadas e dançando com o vento.

Beijos

Rê Pinheiro