terça-feira, 22 de março de 2016

Entre as Cagadas o Amor





Tudo é uma bagunça tão grande.


Buscamos sentidos, explicações, definições, e no fim nada se explica, se define ou faz sentido.


O único sentido é aquele de quem sente, sonha e vive, mesmo que a espera do sonho.


O que faz uma abelha feliz? Fazer definitivamente o mel? Ou sair em seu voo em busca do néctar das flores...


O que vale mais? A veracidade das palavras que surgem quando se defeca, ou a verborragia do palestrante ante a uma plateia gigante?


Prefiro o nu, cru, seco, a cagada sem fingimentos, a alegria de desperta a multidões.


Hoje acordei querendo dormir, sumir, subir...


E no absurdo da distância, entre o voo a abelha ao vaso sanitário a imagem fez meu dia mais feliz.


Não é a troca de alianças que torna uma união eterna, mas a capacidade de manter um sentimento mesmo diante de tantas cagadas.



Rê Pinheiro

sexta-feira, 4 de março de 2016

O frio da alma









Dias tristes

Coração apertado ando meio de saco cheio do mundo, das pessoas, dos sorrisos plastificados

Nem a vontade de falar com amigos me surge em mente

Fiz da solidão nestes últimos dias, minha melhor companhia

Conversei com minhas insanidades, fiz um resumo das vitórias e derrotas e reconheço quantas falhas cometi.

Hoje duvido até da existência do amor.

Consigo compartilhar um link, uma mensagem mas não sei mais como e que é compartilhar de verdade os sentimentos, os afetos.

Gosto de pessoas que estão distantes e quero distância de muitas pessoas que estão perto.

Re Pinheiro